Belém recebe, nos dias 7 e 8 de agosto, a 14ª Cinema Mostra Aids, programação gratuita que utiliza o audiovisual para ampliar o diálogo sobre HIV, direitos humanos, diversidade e enfrentamento ao preconceito. As sessões serão realizadas na Casa da Linguagem, no bairro de Nazaré, sempre das 17h às 21h. O público poderá acompanhar curtas e longas-metragens e participar de conversas sobre os temas apresentados nas telas.
A edição chega à capital paraense com cinco filmes produzidos em diferentes anos. As obras abordam experiências de pessoas que vivem com HIV, avanços relacionados ao tratamento, informação, prevenção e os efeitos do estigma social. Ao reunir produções com formatos e durações variados, a mostra transforma o cinema em ponto de partida para uma conversa que envolve saúde, cultura e cidadania.
Primeiro dia reúne três produções
A programação de sexta-feira, 7 de agosto, começa com Entre Idas e Vindas, produção de 2026 com 20 minutos de duração. Em seguida, será exibido Positivo e indetectável: HIV 40 anos depois, lançado em 2022 e com 25 minutos. O encerramento da noite será com o longa Deus Tem AIDS, de 2021, cuja duração é de 82 minutos.
A combinação de um trabalho recente, um documentário que observa quatro décadas de histórias e um longa permite ao público acessar diferentes linguagens. A sequência também cria condições para que experiências individuais sejam relacionadas às transformações ocorridas ao longo do tempo, sem perder de vista as barreiras que ainda permanecem no cotidiano.
Sábado terá curtas e repetição do longa
No sábado, 8 de agosto, a mostra apresenta HIV: Deu Positivo, de 2019, com 28 minutos, e Eles Contam, de 2008, com 24 minutos. O longa Deus Tem AIDS volta à tela ao final da programação. Todas as atividades do segundo dia também ocorrerão entre 17h e 21h.
A repetição do longa amplia a oportunidade de acesso para quem não conseguir comparecer na sexta-feira. Já os dois curtas adicionam outras perspectivas ao conjunto de filmes escolhido para Belém. Com isso, cada dia tem uma programação própria, mas ambos permanecem conectados pelo objetivo de estimular informação e respeito.
Debates aproximam obras e público
Depois das exibições, a programação prevê rodas de conversa com ativistas, especialistas e convidados locais. Os encontros deverão abordar assuntos como testagem, tratamento, longevidade e o preconceito enfrentado por pessoas que vivem com HIV. A proposta é fazer com que o público não apenas assista aos filmes, mas encontre um espaço de escuta, perguntas e troca de experiências.
A mostra tem realização do Grupo Pela Vidda de São Paulo e articulação local com organizações e profissionais que atuam na área. Entre os parceiros citados na divulgação estão a ONG Arte Pela Vida, a Referência Técnica de IST/Aids e Hepatites Virais de Belém e a coordenação estadual ligada ao tema. A Arte Pela Vida mantém atuação na Amazônia voltada à inclusão social e cultural e ao combate ao preconceito.
O uso do cinema como instrumento de diálogo ajuda a tratar questões complexas por meio de histórias, personagens e relatos. Em vez de limitar a programação à transmissão de dados, as obras apresentam vivências capazes de aproximar o tema do cotidiano. As conversas realizadas após as sessões complementam esse processo com informações e experiências compartilhadas presencialmente.
Acesso gratuito no centro de Belém
A escolha da Casa da Linguagem coloca a atividade em um espaço cultural localizado na avenida Nazaré, número 31. A entrada é gratuita, e a programação foi concentrada no fim da tarde e no começo da noite. O formato oferece ao público dois dias para acompanhar a seleção de filmes e os debates.
A Cinema Mostra Aids já percorre cidades brasileiras e mantém uma trajetória dedicada à produção audiovisual relacionada ao HIV. Em Belém, a edição reforça o encontro entre ações culturais e iniciativas de conscientização. O evento também amplia a circulação de filmes que nem sempre estão disponíveis nas salas comerciais ou nas principais plataformas de vídeo.
Ao reunir obras realizadas entre 2008 e 2026, a programação permite observar diferentes momentos, linguagens e abordagens. Essa variedade contribui para que o público perceba mudanças ocorridas ao longo dos anos e, ao mesmo tempo, reflita sobre desafios atuais ligados à informação, ao acolhimento e ao respeito aos direitos das pessoas que vivem com HIV.
As informações sobre as sessões gratuitas, os horários e a seleção de filmes foram publicadas originalmente pelo O Liberal.

